sexta-feira, 21 de abril de 2017

Relatórios Ambientais:A ascensão da discussão ambiental















Introdução


Nas
seguintes páginas, se construíra uma perspectiva do papel das instituições, na
introdução de ideias no mainstream da
discussão social, através de um viés embasado pelos trabalhos com foco
econômico em Teoria das Redes (Hidalgo,
Barabasi e Hausmann).
Em seguida analisaremos, alguns casos em que as ideias da pauta ambiental estão
sendo absorvidas pelo mainstream
corporativo, com enfoque no caso japonês, onde se irá traçar uma correlação com
entre a adesão a contabilidade ambiental, e a prévia adesão ao ISO 14001.


No terceiro
ponto de enfoque analisaremos como a questão ambiental ascende ao mainstream social-midiático-político a
partir de um desastre ambiental.


E por fim
discorreremos sobre a adesão a pauta ambiental e por consequência a
contabilidade ambiental em instituições transnacionais, e nacionais.


 A prática da
discussão ambiental
















Observa-se
dentro das experiências realizadas com a contabilidade ambiental, que está
costuma surgir dentro do contexto de um report, que agrega toda a informação da
atuação das corporações em torno da pauta de sustentabilidade. Nos casos de
maior êxito da adoção a contabilidade ambiental observa-se, que está surge como
uma consequência da adoção de uma cultura de sustentabilidade dentro das
instituições (3). Cultura que se traduz em ações, de diversificados modos a
depender do tamanho, do setor e da cultura geral da empresa. De modo a engajar
uniformemente o staff, nos mais diversos níveis de atuação, observa-se o caso
de instituições que atrelam o percentual do bônus anual da equipe, a resultados
obtidos em práticas de sustentabilidade (21).

A pauta de sustentabilidade
como um todo, tem o potencial de engajar as instituições de diferentes modos,
havendo desde instituições que irão se propor a repensar toda a sua atuação,
até outras onde a adesão se dará de modo gradativo. Por vezes a adesão pode se
dar para captar um novo perfil de agente investidor, em ascensão desde os anos
2000, que é o caso dos ecofundos(3)...







sábado, 8 de abril de 2017

A divergência entre fiscalizados e fiscalizadores
























Assistir palestras acaba um sendo
um passatempo bem acessível nesses tempos de youtube. E eis que hoje vendo um
debate entre Suplicy e Olavo de Carvalho, começa a ficar bem claro o que está acontecendo
no Brasil. É um período de transição, alguns que outrora teriam sido
intelectuais de referência na cena nacional, começam a evidenciar que estavam
apenas aplicando sua própria interpretação do mundo nas suas análises, que
provavelmente estariam altamente expostas a tornarem-se politicas públicas em
outros tempos. O que não se configura como um problema, já que usualmente a
lógica é “tem-se um problema, algum intelectual pensa esse problema, e
desenvolve uma solução”. A grande questão fica mesmo evidente quando se percebe
o quão descolado da realidade essa análise é, e por consequência fadada ao
fracasso. Olhando a fundo,traços desse raciocínio podem ser percebidos em toda
a legislação brasileira, que inúmeras vezes é a perfeição social-burocrática em
si própria, mas totalmente inaplicável.





Daí faz sentido entender o grande
medo que assola o empresariado brasileiro, e talvez o porquê de haver uma certa
associação indireta entre essa classe e a direita brasileira. Já que esquerda, está rodeada de especialistas desse tipo [aquartelados nas universidades e distantes da realidade], o que talvez lhes tenham
proporcionado uma certa vantagem histórica, na medida em que o discurso com certa
base acadêmica, em sua essência tem maior peso social, isso associado as
respostas simples capazes de uma engajar uma classe artística sem grande
profundidade intelectual



num período de claras desigualdades
na sociedade brasileira(em especial o período marcado pela estagflação até o
inicio dos anos 2000). E de um modo geral, temos esses quadro de atores e interesses confusos,nos trazendo a esse período de transição contemporâneo.





Desde os anos 2000 a economia
brasileira sofre uma acelerada transição, do “faz aí”, para uma geração que
cada vez mais se volta a pensar em “como fazer, para então fazer”. Ao
mesmo tempo, a elite que conseguiu ascender em meio ao conturbado período pré-anos
2000, se consolidou, e agora os filhos desses indivíduos, junto com alguns incríveis
casos de superação do contexto social volta ao Brasil, trazendo na bagagem um
background com o melhor que as Ivy-Leagues lhes puderam oferecer. Essa geração
quer ocupar o seu espaço, e é aí que vão surgindo os Ségio’s Moro’s ou Deltan’s
Delangnol’s. Vai sendo evidente, por uma simples análise de currículo, a
diferença no capital social acumulado por esses indivíduos, e a atual classe
politica brasileira, que construiu seu capital social, num cenário distante da
consolidação dominado pelo “faz aí”. Enquanto que aqueles regressando das Ivy
das Leagues construíram seu capital social num contexto já consolidado, e por
consequência onde o “faz aí” já estava superado.





Não é que um vá estar mais certo
do que outro, a questão chave é que construções individuais diferentes vão
gerar perspectivas diferentes. Logo temos réguas diferentes, entre
fiscalizadores e os fiscalizados. E como a tendência é que os fiscalizadores
cada vez mais construam seu capital social num contexto já consolidado, os
embates tendem a ser cada vez mais intensos entre as duas classes. A classe política
será, pela essência do seu modus operandi, mais lenta no que se refere a absorver
esses indivíduos que absorveram o capital social num cenário consolidado. Aqui
enfocamos, na acumulação de capital social em cenários consolidados e  não-consolidados, mas cabe pensar que por
hora o Brasil ainda vive a transição, então até que o país esteja consolidado teremos
ainda a acumulação de capital social num cenário intermediário.


quarta-feira, 5 de abril de 2017



Empresas
funcionam como microestruturas sociais, possuindo características muito
particulares, que vão desde a estrutura hierárquica até o modo como a empresa
interage com a sociedade ao seu redor. A relação entre indivíduos e empresas é
a maior constante na cena de interações sociais contemporânea, seja quando essa
interação se dá com o individuo na posição de cliente ou de representante da
empresa.


Logo
as estruturas corporativas, independente de seu segmento, tem em diferentes
níveis a capacidade de difundir ideias na sociedade. Sendo o engajamento social
o insumo de máxima necessidade para o avanço das discussões ambientais, é
válido assumir que uma atuação ativa das empresas é peça chave na discussão
ambiental.




Pelo
mundo a atuação das instituições em torno das discussões ambientais começa a
ganhar certa uniformidade com a introdução das certificações ISO 14001. A
demanda pela certificação pode ter origem interna, a partir de um
posicionamento ambiental(19), ou externa que é o caso quando necessidade da
certificação surge para atender um cliente (numa operação B2B). Haja vista que
a necessidade da empresa compradora, pelo posicionamento como empresa
“ecofriendly” costuma surgir da própria base de clientes. Bergamini Junior(4),
constrói essa perspectiva da seguinte forma:


sábado, 1 de abril de 2017

Questão 14 - Macro - ANPEC 2017 ---Modelo de Solow



Considere um modelo de crescimento de Solow com progresso tecnológico em que os
mercados de fatores são perfeitamente competitivos. A função de produção é dada por
Y= (AL)0,5K
0,5
, em que Y é o produto, A é o índice de eficiência do trabalho, L é o número
de trabalhadores, K é o estoque de capital e AL é o estoque de trabalhadores efetivos.
Dado que a taxa de poupança é de 30%, a taxa de depreciação do capital é de 4% ao
ano, o número de trabalhadores cresce à taxa de 2% ao ano e o progresso tecnológico
(taxa de crescimento de A) é de 4% ao ano, calcule o estoque de capital em unidades de
trabalho efetivo em estado estacionário.










O investimento no ponto estacionário precisa compensar a perda com a depreciação(dep), e ganhos da eficiência do trabalho (Tx pop - crescimento populacional e Tx tec - Progresso tecnológico)





Investimento = Coeficiente de poupança*Produto


K=Capital





Referência: Blanchard capitulo 12. 


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Robert Downey Jr. vem ao Rio, para pré estreia de Sherlock Holmes 2

Na noite do dia 9 de janeiro, o astro de O homem de ferro,Robert Downey Jr. passou pelo tapete vermelho do Cinepólis Lagoon, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Robert esteve no Brasil para divulgar o lançamento de Sherlock Holmes: O Jogo das sombras, que estreou por aqui no dia 13 de Janeiro. Na ocasião Robert esbanjou simpatia, deu autógrafos, e posou para os fotógrafos. Confira o vídeo.


 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O vencedor (por Rodrigo Rocha & Daniel Rodrigues)

TheFighterPosterEm O VENCEDOR Mark Walberg vive Micky Ward, o protagonista da trama, que sonha em se tornar um grande pugilista. No comando de sua carreira está sua mãe Alice Ward , interpretada brilhantemente por Melissa Leo. Mas quem rouba a cena é Christian Bale no papel de Dicky Ecklund, irmão de Micky. Dick é um ex lutador de boxe, viciado em crack, e que tenta recuperar sua carreira. “O orgulho de Lowell” – esse era o slogan que antes pertencia a Dick na pequena cidade caipira, e que agora tende a se mover para Micky, o promissor talento.

Para se tornar um Vencedor, Micky precisa aprender a lutar com suas próprias mãos, sem a influência da família. Contudo o sucesso dele está mais ligado à sua família e ao seu novo romance, com Charlene (Amy Adams) do que ele possa imaginar. O desafio de unir diferentes personagens que sempre influenciaram suas escolhas pessoais, e torná-las capazes de contribuir positivamente para o sucesso de Micky talvez seja seu maior oponente.

O filme é narrado em um ritmo veloz, mesclado com cenas dos cinegrafistas que acompanham Dick em um documentário surpreendente para a HBO. Micky precisa evoluir da posição de ‘trampolim’ para outros lutadores, até alcançar o topo, e conquistar o cinturão de ouro que já pertenceu ao irmão. A jornada é longa, cheia de curvas e de escolhas que fizeram de Micky Ward, um personagem inspirado em fatos reais, num verdadeiro vencedor.

Críticas e Indicações

Tamanha a grandiosidade da atuação Christian Bale, que seu personagem chega a ofuscar Micky (Mark Walberg). Apesar do belo desempenho de Mark no filme, se comparado a outros longas, ele mantém um mesmo perfil apático de personagem, que parece contagiar sua carreira. Christian Bale ficou conhecido pela também brilhante atuação nos últimos filmes do Batman.

‘O vencedor’, foi indicado ao Globo de ouro nas categorias de Melhor filme de Drama; Melhor ator coadjuvante, para Christian Bale; Melhor ator de drama, para Mark Walberg; Melhor atriz coadjuvante, para Amy Adams e Melissa Leo; e Melhor diretor, para David O. Russell. O filme — no Globo de Ouro — nas categoria de Melhor ator coadjuvante e melhor atriz coadjuvante,para Melissa Leo.

Já no OSCAR® O filme concorre, nas categorias Melhor filme; Melhor ator coadjuvante, para Christian Bale Melhor atriz coadjuvante, para Amy Adams e Melissa Leo; Melhor diretor, para David O. Russel; Melhor roteiro original, para Scott Silver, Paul Tamasy, Eric Johnson, Keith Dorrington, Paul Tamasy e Eric Johnson; Melhor edição, para Pamela Martin. Resta agora saber o quão bem,o filme se saíra no OSCAR®,já que tal prêmio costuma,e nem sempre,repete os resultados do Globo de Ouro.

Rodrigo Rocha & Daniel Rodrigues,está matéria também foi públicada no http://www.juventudecarioca.com.br

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tempos de paz(2009) - A magia do teatro no cinema!

Sempre que assisto a filmes como Tempos de paz,sinto meu coração bater mais forte,é o orgulho de ser brasileiro que se manifesta dentro de mim,por saber que podemos produzir algo tão bom,com tanta qualidade em terras tupiniquins.A história do filme é a seguinte:Segismundo desconfia que Clausewitz(polonês interpretado por Dan Stulbach)seja um seguidor de Hitler que deseja entrar no Brasil,mas Segismundo(Tony Ramos)não pretende permitir que isso aconteça,e faz uma aposta com Clausewitz;se o mesmo conseguir fazê-lo chorar pode ficar no Brasil,caso contrário terá de voltar a Polónia, a partir dai surgem excelentes diálogos entre os dois personagens.O filme tem poucos cenários,devido ao fato de ser uma adaptação de uma peça teatral,mais um excelente roteiro,principalmente no momento em que os personagens reflectem sobre suas histórias de vida,Segismundo(Tony Ramos)narra suas histórias como causador de sofrimento(já que é um ex torturador,que foi integrante da polícia política,durante o governo de Gétulio Vargas),enquanto a Clausewitz narra suas historias como vítima do sofrimento causado por terceiros durante a guerra.O filme conta ainda com o quase monólogo de Dan Stulbach,porém magnifico,já que nesse filme o mesmo aparece de forma impecável,sobressaindo-se sobre Tony Ramos inúmeras vezes (nunca fui um grande fã de Stulbach,mas é praticamente impossível,não elogiar seu trabalho neste filme).Ao término do filme,percebemos que toda a história do mesmo,gira em torno da magia existente no universo teatral.O filme custou em torno de 1,5milhões e foi gravado em dez dias,por Daniel Filho(Se eu fosse você um e dois),mas esse pouco tempo de gravação,pode ser facilmente justificado:pois o filme tem pouquíssimos cenários,mas muita história.